Collor discursa no Senado em prol de sua candidatura à presidência

O senador Fernando Collor de Mello anunciou a sua pré-candidatura à presidência do país.

Objetivo é garantir verba do Fundo Partidário

 

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O senador – e ex-presidente deposto -, Fernando Collor de Mello (PTC-AL), discursou no plenário esta semana com o objetivo de lançar a sua pré-candidatura à presidência do país.

Nos 20 minutos em que falou para os oito senadores presentes, se posicionou como de centro, progressista e liberal e ainda afirmou ter “a experiência, a coragem, o equilíbrio e maturidade” necessárias para voltar a governar o Brasil.

Durante sua fala, o candidato relembrou o seu antigo mandatode dois anos e meio na presidência –, iniciado em 1989 e encerrado em 1992 através de um processo de impeachment – e lamentou não ter conseguido concluí-lo. Sugeriu ainda que a sua nova candidatura é fruto de dever moral.

“O íntimo do meu sentimento público hoje me diz que seria covardia de minha parte renunciar à verdade e desviar de mais um desafio que o destino me impõe. Os temores da história não podem preceder aos ardores da modernidade”, disse.

Centro progressista e liberal

De acordo com Collor, o país necessita de “um centro democrático progressista e liberal capaz de promover as mudanças demandadas pelo povo brasileiro”. Por essa razão, os movimentos sociais não podem mais ficar presos ideologicamente a “meros rótulos” da direita ou da esquerda. Com isso, o senador tenta se posicionar como uma alternativa à polarização política que atualmente vive o país.

O discurso prosseguiu falando sobre o desejo de renovação politica, classificado por ele como “forçado”. Para o candidato, o país não precisa de revolução, mas evolução, assim como necessitaria de inovação em vez de renovação. Por esse motivo, defendeu o surgimento de um “novo pacto federativo” com o objetivo de manter no governo “os melhores quadros”.

O candidato também aproveitou a oportunidade para ressaltar o que considera uma conquista realizada durante o seu período na presidência do país. De acordo com ele, o Plano Real só se tornou possível graças ao “lastro financeiro” obtido por meio de “razoáveis níveis o equilíbrio fiscal das contas públicas”.

Ele também se considera o responsável por “abrir a porta do Brasil para a tecnologia e para o mundo”. Além disso, afirmou também que a sua candidatura à liderança do Brasil é fortificada por sua longa experiência como parlamentar, prefeito, governador e presidente.

Apesar do anúncio oficial – as primeiras notícias de sua candidatura surgiram em um evento realizado em janeiro, em uma cidade no interior de Alagoas -, após o pronunciamento, Collor optou por não dar declarações à imprensa.

Estratégia[ads2]

O objetivo de Fernando Collor com o anúncio de sua candidatura está além do seu desejo de voltar à presidência do Brasil. Com ela, o político pretende garantir verba do Fundo Partidário e tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV. O PTC, por ser pequeno, seria prejudicado pelas novas regras instituídas pelo Congresso para a liberação do financiamento governamental de campanha.

Pela nova regulamentação, os partidos precisam conseguir eleger pelo menos 13 deputados em nove estados ou então obter o mínimo de 1,5% dos votos para a Câmara em nove estados. O PTC ficou bem abaixo dessa média, com apenas dois deputados eleitos e 0,35% dos votos. Portanto, a estratégia da legenda é obter a atenção de possíveis candidatos a deputado federal com força para atingir a meta estipulada.[ads1]

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