Rombo fiscal poderá chegar a R$ 170,5 bilhões em 2016

Rombo fiscal poderá chegar a R$ 170,5 bilhões em 2016

O Congresso Nacional avaliará na próxima semana uma proposta do governo do presidente em exercício, Michel Temer, para aumentar o déficit das contas públicas para até R$ 170,5 bilhões em 2016. Esse seria o pior Rombo fiscal da história. E o valor não inclui os juros da dívida, cujos gastos estavam estimados em R$ 304 bilhões no ano passado.

O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e pelo ministro do Planejamento, Romero Jucá, na última sexta-feira (20/05). Segundo os gestores, essa meta é mais realista do que a feita pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff, que previa um rombo de R$96,6 bilhões.

Em coletiva à imprensa, Meirelles afirmou que o atual governo age com responsabilidade fiscal, divulgando a real situação do país. “Esse tipo de receita depende de aprovação legislativa”, afirmou o ministro. Um dos pontos que ajudou a aumentar os gastos foi a renegociação da dívida dos estados, além do pagamento de passivos e despesas.

 déficit das contas públicas para até R$ 170,5 bilhões em 2016.

Rombo fiscal da história. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e pelo ministro do Planejamento, Romero Jucá,

Congresso precisa aprovar déficit

Ao contrato de um superávit, quando o valor que entra é superior aos gastos, quando há um déficit bilionário, isso precisa da autorização do Congresso Nacional. A meta atual das contas públicas era de um resultado positivo de R$ 30,5 bilhões em 2016, válido tanto para as esferas federal, estadual e municipal.

A arrecadação no primeiro trimestre deste ano foi a mais baixa dos últimos seis anos. No entanto, devido aos custos fixos para o Governo Federal, a equipe tem encontrado dificuldade de reduzir despesas. Caso o Congresso não aprove a meta, será necessário um forte bloqueio de gastos para poder fechar o ano em superávit.

Terceiro ano consecutivo de rombo

Caso a meta seja aprovada, as contas do governo poderão ficar no vermelho pelo terceiro ano seguido. Isso vem acontecendo desde 2014, quando, pela primeira vez em 18 anos, houve um déficit primário.

Naquele ano, foi de R$ 17,24 bilhões. Já 2015 foi marcado por um rombo recorde na história do Brasil, chegando a um saldo negativo de R$ 114,98 bilhões.

Governo de Temer quer reequilibrar contas públicas

Embora o atual governo tente aumentar a possibilidade de rombo fiscal, a estratégia é, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conseguir um endividamento sustentável.

Isso significa que, aos poucos, esse déficit seja reduzido. Mas não em curto prazo. A proposta é conseguir esse equilíbrio novamente em médio prazo, de forma a reduzir o saldo negativo.

No entanto, as previsões do mercado financeiro para 2017 são de mais um rombo. O resultado vermelho está estimado em R$ 92 bilhões. E isso fará com que a dívida pública continue aumentando, juntamente com a inflação.

Corte de gastos e aumento de impostos são a solução do atual governo

As duas principais medidas que devem ser colocadas em prática pelo governo de Temer são o corte de gastos e o aumento de impostos. Isso poderá ajudar a voltar com o superávit, como aponta Meirelles.

A estratégia é manter a economia equilibrada para que os investidores voltem a confiar no Brasil e para geração de mais empregos. Mas um dos pontos polêmicos para conseguir isso é que existe a possibilidade do retorno da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF).

O futuro da economia brasileira ainda está incerto. Mas o atual governo dá esperanças ao povo brasileiro de que consiga ajudar a sair da recessão econômica. E esse é também o desejo de todo o país.

 

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