Relatório conclui que as carnes dos frigoríficos investigados não oferecem risco à saúde

De acordo com a investigação da PF as 21 empresas estão sendo investigadas porque vendiam carnes impróprias para o consumo.

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A Secretaria de Saúde do estado do Paraná divulgou na manhã desta sexta-feira (31), que as análises realizadas nos produtos (carnes), dos grandes frigoríficos investigados na ‘Operação Carne Fraca’, não oferecem risco à saúde humana.
Os testes foram feitos em laboratório específico, dias após estourar o escândalo da operação. Os frigoríficos que tiveram suas carnes inspecionados foram o JBS, Peccin, BRF e Transmeat. Segundo o resultado das análises todos os produtos estavam em situação regular, não havendo presença de micro-organismos que possam prejudicar a saúde, assim como também não constou excesso de aditivos.
Para chegar a conclusão foram usadas 10 amostras de diferentes tipos de carne, sendo elas linguiça calabresa, mortadela, salsicha, salame e presunto das marcas Sadia, Novilho Nobre, Italli, Friboi, Seara e Perdigão. As amostradas foram retiradas dos supermercado de Curitiba entre os dias 20 e 21 de março. A operação ainda investiga outros frigoríficos, no total 21 foram sinalizados pela Policia Federal.
De acordo com a investigação da PF as 21 empresas estão sendo investigadas porque vendiam carnes impróprias para o consumo. As primeiras informações sobre a operação diziam que até mesmo papelão era misturado na carne moída, além de fabricação de linguiça usando a cabeça de porco, o que é proibido por lei.
Ainda segundo a PF a base para as acusações, contra as 21 empresas, foi feita após escuta telefônica e a verificação de um laudo do Frigorífico Peccin, que apontava uma quantidade de aditivos e conservantes na carne superior ao permitido por lei. O documento ainda estava assinado por fiscais ligados a órgãos do governo.
O Laboratório Central do Estado do Paraná, responsável por realizar as análises dos produtos destes 4 frigoríficos, analisou os aspectos físicos e químicos destes alimentos e ainda a quantidade de conservantes presente neles, além de micro organismos que podem prejudicar a saúde como salmonela e coliformes fecais.
Não foram registradas nenhuma anormalidade, em todas as amostras.

Entenda o caso

A Polícia Federal cumpriu no dia 17 de março, mais de 300 mandados judiciais em seis diferentes estados brasileiros, além do Distrito Federal, numa operação intitulada de “Carne Fraca”, com objetivo de apurar o envolvimento de membros da fiscalização do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, com esquema de liberação das licenças em benefício de grandes frigoríficos em troca de propina. Uma das irregularidades constatada, durante as investigações, é a fabricação de linguiça com carne de cabeça de porco, o que é proibido por lei.

Grandes empresas estão envolvidas no esquema entre elas a BRF Brasil, (junção da Sadia e Perdigão), JBS da Marca Friboi, Seara, Swift entre outras marcas de menor alcance nacional.
De acordo com o delegado responsável pela Operação Carne Fraca esta é a maior operação já realizada pela PF no Brasil. A investigação vem acontecendo há cerca de 2 anos. Na apuração foi descoberto que frigoríficos envolvidos no esquema vendiam carne vencida tanto internamente como fora do país.
Por conta da operação os países que importam carnes brasileiras suspenderam as importações até que tudo fosse esclarecido.