Economia brasileira, PIB cai 0,53% de abril a junho, diz BC

Economia Brasileira. PIB cai 0,53% de abril a junho, diz BC

 

Depois de um encolhimento expressivo do PIB no ano de 2015, de 3,8%, especialistas prenunciam outra queda, dessa em vez, em torno de 3,23% para o ano de 2016 em comparação com o anterior.

Depois de um encolhimento expressivo do PIB no ano de 2015, de 3,8%, especialistas prenunciam outra queda, dessa em vez, em torno de 3,23% para o ano de 2016 em comparação com o anterior.

   A economia brasileira ainda não está conseguindo se recuperar da crise. Pelo menos, é o que aponta o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (12/08), com a divulgação do balanço do segundo trimestre do Produto Interno (PIB), que é a soma de todos os bens produzidos no país, além de serviços. Isso ajuda a avaliar o desempenho das finanças nacionais.

De acordo com o chamado Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a queda do PIB foi de 0,53% desde abril até junho deste ano. Os cálculos são feitos com base em comparação com o trimestre anterior. E esse indicador está diretamente ligado ao PIB brasileiro.

PIB: retração contínua desde 2013 –

Com a recessão nacional, esse já é o décimo trimestre consecutivo que registra redução no PIB brasileiro. O último aumento ocorreu em dezembro de 2013. No entanto, esse tombo foi menor que o registrado nos três primeiro meses, de 1,46%.

Previsão de mais de 3% de queda do PIB no ano –

Depois de um encolhimento expressivo do PIB no ano de 2015, de 3,8%, especialistas prenunciam outra queda, dessa em vez, em torno de 3,23% para o ano de 2016 em comparação com o anterior.

Desemprego e altas taxas influenciam no PIB – 

    Os grandes motivos para os tombos que o PIB tem levado são:

  •             Desemprego acima de 11% ao ano;
  •              Inflação elevada;
  •              Taxas de juros altas;
  •               Inadimplência
Os grandes motivos para os tombos que o PIB tem levado são: •Desemprego acima de 11% ao ano; • Inflação elevada; • Taxas de juros altas; • Inadimplência

Os grandes motivos para os tombos que o PIB tem levado são:
• Desemprego acima de 11% ao ano;
• Inflação elevada;
• Taxas de juros altas;
• Inadimplência

 

 

No entanto, os números não são tão desanimadores quanto se pensa. Segundo o BC, houve um aumento no nível de atividade no Brasil em junho, que ficou em torno de 0,23%, se comparado com o mês anterior.

Em abril, também houve uma alta, que chegou a 0,10%. Mas, no restante dos meses, o PIB apenas enfrentou queda. Se for avaliado o acumulado de junho de 2015 até o mesmo mês em 2016, porém, a contração foi ainda maior, de 5,67%.

 

PIB e IBC-Br são a mesma coisa?
Na verdade, os dois indicadores são diferentes. O IBC-Br se trata de uma espécie de antecipação do PIB. Isso significa que, além do que engloba o produto interno bruto, há estimativas para os setores de indústria, agropecuária e de serviços.

Quem divulga o PIB é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E seu resultado oficial para esse segundo trimestre sai apenas dia 31 de agosto. Mas o BC consegue quase sempre se aproximar bastante dos dados oficiais.

 

IBC-Br ajuda a definir juros –
A taxa básica de juros, chamada de Selic, leva em consideração os dados do IBC-BR. A regra, no entanto, é que, com a retração econômica, a inflação seja reduzida, o que não é bem a realidade.

Isso porque a Selic, hoje, está 14,25% por ano, o maior índice registrado nos últimos dez anos. Portanto, um dos objetivos do BC é, justamente, tentar manter as taxas de inflação dentro da média prevista.

A alta inflação é bastante prejudicial em período de recessão econômica. Isso porque, com taxas maiores, os consumidores reduzem suas compras, o que faz com que a recuperação da economia demore bem mais do que o esperado.

Portanto, para que o PIB chegue a um patamar positivo, a taca de inflação deve ser reduzida a, no máximo, 4,5%. E esse pode ser um grande desafio para o BC e para o governo em geral.

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