PT pode se aliar a PMDB e outros partidos “golpistas” nas próximas eleições

Com a imagem desgastada após impeachment e Lava Jato, PT tenta recuperar apoio de partidos apoiando candidaturas estaduais.

O Partido dos Trabalhadores inicia suas negociações em busca de apoio para a campanha para a presidência de 2018. O objetivo é conquistar espaço em palanques regionais fortes para a sua chapa. Em troca, pretende não lançar candidatos para o cargo de governador em 16 Estados, focando no auxílio à campanha de outros partidos.

Essa negociação incluiria acordos com partidos fiéis a Michel Temer e que articularam em prol do impeachment de Dilma em 2016, como o PMDB, o PSB e o PTB. No caso, o PT buscaria por políticos dessas legendas que sejam simpáticos aos petistas e queiram força para a disputa dos governos estaduais.

É importante também que esses candidatos estejam dispostos a incentivá-los na presidência com ou sem Lula. O líder petista aguarda conclusão de investigação da Polícia Federal para descobrir se poderá concorrer às eleições de 2018.[ads1]

De acordo com informações recolhidas entre integrantes do partido, a sigla pode reduzir ainda mais as campanhas para governos estaduais: a previsão é de que apenas 11 locais recebam candidatos da legenda. No ano de 2014, eles haviam lançado 17 nomes. Vale lembrar que, nas últimas eleições, o PT perdeu 60% das prefeituras – o número caiu de 630, em 2012, para 206 em 2016.

Os dirigentes do PT já deixaram claro sua preferência pelas candidaturas aos cargos de presidente, deputado e senador, o que não invalidaria outras campanhas. A discussão, no entanto, só será iniciada a partir do fim deste mês.

Recuperação

O PT tenta se recuperar do isolamento sofrido por conta das investigações da Lava Jato e do impeachment de Dilma. As relações do partido com as outras siglas foram prejudicadas por conta dos escândalos e delações.

É justamente por esse motivo que pretende reforçar a estratégia de abrir mão de candidaturas próprias e incentivar outras legendas. Os líderes preveem enfrentar dificuldades para montar uma coligação nacional com força suficiente para fazer uma grande campanha presidencial. A ideia seria então apoiar o maior número de partidos e assim conseguir a potência desejada.

Em troca, as chapas ganhariam um bom tempo de rádio TV para seus candidatos, uma vez que o PT elegeu o maior número de deputados nas eleições de 2014. O apoio dos petistas também é vantajoso nas eleições para cargos no Nordeste, local com o maior número de eleitores fiéis à legenda.

Rivais reforçam estratégia[ads2]

O PSDB busca uma estratégia parecida para estruturar a sua campanha. No entanto, o foco será atrair partidos para reforçar a sua coligação nacional. Os tucanos já pensam em apoiar as candidaturas do DEM no Amapá, na Bahia e no Rio de Janeiro.

Adilson Barroso, presidente do Patriota, tenta estruturar a campanha presidencial do polêmico candidato Jair Bolsonaro. De acordo com ele, o objetivo é lançar seus próprios pretendentes ao governo da maioria dos Estados.

A Rede também irá lançar candidatos próprios em todos os Estados. No entanto, os nomes ainda não foram definidos pela legenda. O PDT, por sua vez, pretende reforçar a campanha de reeleição para o governo do Amapá e do Amazonas, além de tentar a liderança em 11 novos governos estaduais.

 

Deixe um comentário