Hacker que chantageou Marcela Temer consegue progressão da pena

Preso desde maior de 2016, preso por tentar extorquir a primeira-dama, Marcela Temer, hacker Silvonei José de Jesus Souza, conseguiu uma progressão de sua pena e deverá desfrutar do regime semiaberto a partir de março. As informações são do advogado de Silvonei, Valter Bettencort Albuquerque.

Imagem da internet.

No ano passado Silvonei clonou o celular de Marcela e passou ameaçar a primeira dama, dizendo que iria divulgar a conversa que ela teve com seu irmão sobre o marqueteiro do atual presidente, Michel Temer. Na ocasião Temer ainda era vice da ex-presidente Dilma Russef.

Por conta das ameaças o hacker foi condenado a cinco anos, dez meses e 25 dias de prisão em regime fechado. Desde então, maio de 2016, cumpre a pena no presídio de Tremembé. Na ocasião, Souza teria conseguido cerca de R$ 15 mil, do irmão de Marcela. O valor foi apreendido e devolvido, segundo informou o advogado.

De acordo com o advogado de Souza ele está numa cela considerada como confortável, dentro da medida do possível. Ele afirma que o presídio onde Souza está costuma abrigar condenados de grande repercussão como uma forma de evitar retaliações por parte de outros internos.

No mesmo presídio está os irmão Cravinhos ( acusados de cúmplices pelo assassinado dos pais Suzane von Richthofen) e também o ex-médico Roger Abdelmassih (Acusado de abuso sexual contra as pacientes).

Albuquerque informou que o secretário de Segurança Pública de São Paulo fez questão de escolher quem faria parte da equipe de investigações.

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A Censura

Na semana passada, a Justiça de Brasília censurou as notícias veiculadas nos jornais Folha de S.Paulo e O Globo que descreviam os detalhes da chantagem que Silvonei fazia à primeira-dama.

Para o juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho,“a inviolabilidade da intimidade tem resguardo legal claro”, como uma justificativa para sua decisão de proibir as reportagens.

A decisão foi duramente criticada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), pela Associação Nacional dos Editores de Revista (Aner), pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

 

 

 

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