Grécia: uma prévia para o futuro do Brasil?

Grécia: uma prévia para o futuro do Brasil?

Grécia_uma prévia para o futuro do Brasil  A Grécia, tão longe do Brasil mas diante de uma economia tão    globalizada como a que vivenciamos atualmente, até poderá ser  responsável pela demora na recuperação da economia brasileira.

Mas, por que a Grécia está em crise? Ela faz parte de países  considerados de Primeiro Mundo, anteriormente, e hoje  considerado um país desenvolvido, participando da Comunidade  Europeia e vivendo sob os bons fluidos do Euro, a moeda comum  dos integrantes da CE.

 

Essa crise não é de hoje, não começou ontem. Vem de mais de uma década, quando o país gastou mais do que podia, solicitando empréstimos vultosos e deixando sua economia refém da crescente dívida. Além disso, os gastos públicos foram às alturas, com salários altos pagos ao funcionalismo público, com evasão de impostos, criando um desequilíbrio muito forte na economia.

E, é claro, uma economia desequilibrada, só tende a criar problemas futuros.

A crise de 2009 pegou uma Grécia totalmente despreparada, registrando déficit no orçamento do PIB e precisando solicitar, já naquele ano, empréstimos para tentar manter o equilíbrio. Hoje, a dívida total do país é de pelo menos 300 bilhões de euros.

Esse volume deixou os investidores com pé atrás com relação a novos empréstimos, exigindo juros mais altos para novos empréstimos, criando uma situação em que se chegou ao ponto de discutir sua saída da Comunidade Europeia, deixando que tomasse seu próprio caminho.

Na Europa de hoje, o que afeta um país afeta a economia do bloco todo. Qualquer país que faça negócios com a chamada zona do Euro pode ser afetado pela crise grega sobre a moeda comum.

Discute-se ainda a posição dos outros países com relação ao calote que a Grécia está dando nos bancos financiadores, temendo que isso possa provocar uma reação em cadeia, uma vez que outros países, como Portugal, Itália, Espanha e Irlanda, também enfrentam situações críticas, com dificuldades para reequilibrar a balança financeira.

Para encontrar uma solução, a Grécia só tem um caminho a tomar: cortar gastos, reduzir pagamentos a aposentados, vender ativos, conseguir meios para passar pelos momentos da crise e tentar se reerguer nos próximos anos.

Causas que vemos também no Brasil

A Grécia, com a falta de dinheiro e de investimentos  Nos últimos anos, antes de 2012, estávamos vendo uma situação  diferente no Brasil, com crescimento do PIB, controle da inflação e uma  estabilidade que há muito tempo os brasileiros não viam.

Como na Grécia, os anos seguintes mostraram que isso era apenas uma  ilusão, que estávamos tomando um rumo nada espetacular. O aumento  de gastos públicos, como ocorreu na Grécia, a descapitalização de  empresas através de corrupção e de interesses escusos, como pudemos perceber e saber com o Mensalão e com a Operação Lava-Jato, que está entrando num ritmo mais forte nos últimos dias, tudo isso acabou por nos tornar meio similares à Grécia da última década.

Isso tudo está mostrando, para nós, as consequências, e essas consequências vieram muito antes do que houve com a Grécia, já que não participamos de um bloco, embora tenhamos um arremedo de bloco continental, o Mercosul.

As consequências estão batendo à nossa porta e em nossos bolsos: inflação crescendo, queda no PIB, juros nas alturas, queda nas vendas, redução de produção e todos os sintomas que nos levam a ver que a crise não será tão passageira, da mesma forma que na Grécia.

Os empréstimos tomados pela Grécia, em 2010, não serviram para resolver os problemas enfrentados pelo país, mas sim atenderam a interesses de fabricantes de armas, que municiaram sem necessidade o país, que ocupa uma posição estratégica no cenário europeu.

Nós não tomamos empréstimos vultosos nos últimos anos: pelo contrário, foi possível emprestar dinheiro a outros países, mas isso foi feito muitas vezes de forma obscura, por meios que não podem ser classificados como legais.

De qualquer forma, o dinheiro que precisávamos para enfrentar um momento mais difícil não está mais conosco e não temos como recuperá-lo.

A Grécia, com a falta de dinheiro e de investimentos, pode ter uma saída com o apoio da Comunidade Europeia. E nós, brasileiros, que saída poderemos ter da crise que enfrentamos atualmente?

o Mensalão e com a Operação Lava-Jato A Grécia aumentou consideravelmente os gastos públicos com o aumento abusivo  dos salários do funcionalismo e conosco isso não aconteceu, mas houve algo que  também levou o dinheiro embora: o propinoduto, que abasteceu bolsos de políticos,  que afinal, não passam de funcionários públicos.

Enquanto lá o benefício foi dado a um grande número de pessoas, aqui uma minoria  aproveitou-se disso, aumentando consideravelmente os próprios bens, em  detrimento das necessidades do país.

As consequências, tanto lá como aqui, são as mesmas. Vemos uma crise, vivenciamos o olho do furacão e, como na Grécia, só podemos esperar que hajam pessoas que possam pensar no país como nação que necessita de crescimento e desenvolvimento.

O que nós, brasileiros, não podemos, é desistir em meio a esse furacão que nos assola. Mesmo que tenhamos de sofrer uma situação criada por pessoas que não possuem a dignidade necessária para conduzir o país, temos um futuro e a liberdade de alterar esse futuro.

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