Gastos públicos recebem atenção do Governo que quer eliminar 60 mil cargos

Redução será em postos vagos como radiotelegrafista e classificador de cacau

Gastos públicos receberão medida para reduzir o rombo nas contas que deve chegar a R$159 bilhões em 2017 e 2018, o governo federal fará a extinção de 60 mil cargos vagos atualmente. A intenção é cortar os gastos públicos o máximo possível.[ads1]

O Ministério do Planejamento fez o mapeamento e anunciou na última semana. Dentre os postos a serem extintos, estão o de datilógrafo, motorista, classificador de cacau, e fiscal tributário de café.

Devido às novas tecnologias e mudanças na dinâmica do mercado de trabalho, os cortes serão feitos em funções que estão ultrapassadas ou que estão saturadas, como aponta o órgão. A ideia é evitar despesas com uma possível contratação futura para suprir essas lacunas.

A economia prevista com a extinção desses cargos será entre R$1 bilhão e R$1,5 bilhão, segundo antecipa o líder do governo, Romero Jucá. Esse valor é cerca de 1% do rombo nas contas públicas, com previsão de chegar a R$159 bilhões em 2017.

Embora a medida ainda precise ser aprovada pelo Congresso Nacional, a expectativa é que não haja nenhum impedimento, já que a redução de gastos vem sendo vista como uma prioridade. Quase todas as medidas encaminhadas pelo governo têm tido o aval de deputados e senadores.

Saiba quais os cargos eliminados para cortar gastos públicos:

Alguns dos cargos foram extintos por não corresponderem à realidade do mundo contemporâneo. Ou seja: tornaram-se obsoletos. É o caso de postos de trabalho como:[ads1]

 

  • Datilógrafo;
  • Perfurador digitador;
  • Radiotelegrafista,
  • Operador de computador.

 

Já outras funções passarão a ser oficialmente terceirizadas por não serem ligadas diretamente à administração públicas. Essas atividades acessórias e secundárias, então, tiveram mudanças na modalidade de contratação para um serviço indireito. Dentre elas, podemos citar:

 

  • Motorista oficial;
  • Agência de vigilância;
  • Técnico de secretariado.

 

Existem ainda alguns cargos cortados com a intenção de cortar gastos públicos devido à movimentação de servidores internamente. Nesses casos, o principal motivo foram os planos de carreiras de cada área e as mudanças internas que proporcionaram essas alterações:

  • Técnico de nutrição;
  • Médicos do grupo “gestão”;
  • Técnicos de colonização do Ibama ou Ministério do Meio Ambiente.

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Por fim, houve uma decisão de mudança no papel estatal, com a reorganização administrativa do governo federal, o que resultou no corte de certos cargos, como:

  • Fiscal tributário do café;
  • Classificador de cacau;
  • Fisca tributário de açúcar e álcool;
  • Agente de inspeção de pesca.

Medidas restritivas para redução de despesas

Outra forma de reduzir o rombo nas contas públicas é com medidas de contenção de despesas. Grande parte da estratégia do governo federal envolve o funcionalismo público, o que tem desagradado os servidores.

O prazo de progressão dentro da carreira, por exemplo, deve ser alterado, passando de 13 para 30 níveis. Além disso, deverá haver um adiamento de reajuste dos salários das diversas categorias.

Assim, os servidores só terão aumento ano que vem, já que o salário mínimo foi reduzido em R$10 em 2017. Existem também diversas medidas controversas a serem colocadas em prática.

O Congresso ainda precisa aprovar a maioria delas para que possam entrar em vigor. Dentre esses projetos, está o de corte nos concursos públicos federais. Há, hoje, 815 vagas para serem repostas, que estão aguardando a liberação do edital.

Essas reposições estão confirmadas. No entanto, mesmo que alguns setores tenham aumentado a demanda, não haverá nenhum acréscimo no número de vagas além das atualmente efetivas, conforme afirma o governo.[ads2]

 

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