Cuidado com o golpe das operadoras de telefonia!

Promoções escondem golpes de operadoras de TELEFONIA.

Promoções “imperdíveis” que incluem pacotes de TV + Internet + Telefone FIXO + Celular e outros itens inclusos, chamam atenção dos consumidores e ganham cada vez mais assinaturas.
O grande problema é que as operadoras de telefonia permitem tais descontos por alguns meses e logo voltam ao para o preço normal. Como se não bastasse a omissão de informações, as operadoras tentam obrigar os consumidores a permanecer no plano por 12 meses, do contrário é cobrado uma taxa de rescisão de contrato. Mas as práticas que vão de encontro aos direitos do consumidor assumem diversas faces e estão cada vez mais aprimorados, portanto, fique ligado!

 As operadoras de telefonia fixa e móvel lideram a lista de reclamações, tanto no PROCON quanto em portais online, como por exemplo, no conhecido Reclame Aqui. As reclamações incluem cobrança indevida de pacotes e serviços, resultando no “credito insuficiente”. Também a internet 3G que está incluída nos planos e o consumidor não consegue utilizar, pois basta acessar um site e logo a internet é bloqueada.
Outra reclamação recorrente é o aumento da fatura sem que haja qualquer justificativa. Ainda os consumidores reclamam frequentemente dos serviços contratados que sempre estão inoperantes. Essas e outras situações são apontadas como causas da insatisfação dos consumidores e reclamações frequentes junto aos órgãos de proteção ao consumidor.

Fique atento às manobras das operadoras de telefonia para burlar o CDC.

Para fugir de processos e de provas incriminatórias, as operadoras utilizam alguns veículos de fuga, como por exemplo: O cliente liga para efetuar uma reclamação e gentilmente o atendente solicita um número de contato, caso a ligação caia ou mesmo para que eles retornem a ligação. O fato é que tal sutileza esconde uma manobra para burlar as leis, já que quando a operadora de telefonia liga para o consumidor, ela está desobrigada juridicamente de gravar e armazenar a ligação.
Com a manobra de ligar para o cliente e não haver prova cabal do que foi contratada, a empresa de telefonia vende um produto diferente do prometido e ainda obriga o cliente a utilizar o mesmo por período específico, sendo que na maioria das situações o consumidor sequer tem acesso ao contrato. O fato é que o contratante procura o PROCON e embora seja o lugar certo a recorrer, os consumidores ficam desapontados com o incurso dos processos montados junto ao PROCON que posteriormente são encaminhados para o fórum de pequenas causas.

Como funciona a defesa do consumidor junto ao PROCON.

Mesmo com todos os direitos descritos no CDCCódigo de Defesa do Consumidor, o reclamante tem que aguardar prazos previstos e conta ainda como descaso da reclamada e em alguns casos, do Poder Público. Pois o PROCON estipula um prazo de 15 dias para a operadora retornar um parecer. Neste período a operadora pode responder de maneira desfavorável ao cliente ou não responder nada. Daí é agendado uma audiência conciliadora junto ao PROCON central, com o intuito de que ocorra um acordo amigável.
Todavia, não havendo acordo o Técnico do PROCON apresenta um novo processo para que o reclamante e empresa reclamada assinem e procurem um advogado no departamento de pequenas causas. O problema é que em meio a todo esse processo já decorram meses que fatidicamente irão se estender até que ocorra uma decisão do juiz.

A prevenção continua sendo o melhor remédio.

Antes de fechar qualquer contrato, seja ele por internet, contato telefônico ou pessoalmente. É fundamental que o consumidor faça uma breve consulta sobre a reputação da operadora de telefonia. Já que existem operadoras que além de liderar o ranking de reclamações, ainda não respondem a mesma. Basta digitar uma breve frase no buscador, como por exemplo: “Reclamação operadora XXX” e logo aparecerá uma série de reclamações em diferentes portais. Além de visualizar as reclamações, o consumidor ainda tem acesso à opinião dos demais consumidores que tiveram ou não seus problemas resolvidos.
Outro ponto fundamental é ter sempre em mãos o CDC, este pode ser baixado no site oficial do Planalto (clique AQUI e tenha acesso imediato). A ignorância cega o ser humano, mas o conhecimento liberta, de modo que se o consumidor conhece seus direitos e utiliza os artigos e incisos do CDC ao contatar a empresa, suas chances de solucionar o problema são maiores.

Passos para resolver o problema.

O ideal é que o consumidor ligue ou entre em contato pelo site da operadora e faça a reclamação, em seguida ele receberá um número de protocolo (anote o número de protocolo, a data e se possível a hora). Já que é através deste protocolo que o consumidor pode entrar com uma reclamação junto à ouvidoria da operadora ou solicitar gravação da ligação em que o problema foi citado. É fundamental que durante o e-mail ou contato telefônico, o consumidor deixe claro o problema e as “falsas promessas” da operadora.
Com o número de protocolo em mãos, o consumidor também pode entrar com reclamação pública, em páginas de redes sociais (existem páginas específicas) e em portais que lidam com os direitos dos consumidores. Essa reclamação pública é fundamental, pois as operadoras necessitam de uma “boa reputação” para continuar “vendendo gato por lebre”, de modo que é muito provável que o problema seja solucionado.
Outro passo importante e pouco utilizado é entrar em contato com o órgão que rege as operadoras de telefonia, a ANATEL. Através do site da ANATEL é possível impetrar uma reclamação e a operadora tem que responder dentro do prazo e enviar cópia da resposta para a ANATEL.


Lute por seus direitos, afinal, entregar um serviço ou produto diferente do contratado é crime!

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