Geddel Vieira Lima passa senhas erradas para a Polícia Federal

Geddel Vieira Lima (PMDB) ex-ministro  continua numa situação crítica.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima passou senha incorreta de seu celular à Polícia Federal e se recusou a colher digitais em investigação da Operação Cui Bono

Geddel Vieira Lima dessa vez, por se recusar a colaborar com as investigações da Polícia Federal. Ele passou a senha incorreta do seu celular e se recusou a fornecer suas digitais para que a equipe de investigação desbloqueie o aparelho.[ads1]

E faz tempo que a PF tenta acessar as informações do celular. Desde que o aparelho foi apreendido – no dia 4 de julho, durante a operação Cui Bono – os investigadores tentam desbloquear o aparelho. A senha já foi solicitada duas vezes. Em ambas, os advogados do peemedebista passaram números que não funcionam.

A informação, então, foi solicitada mais uma vez, pessoalmente, pelos delegados, na hora em que os policiais colhiam o seu depoimento. Geddel teria afirmado que não se recordava do número, pois costumava acessar o aparelho, um Iphone, com sua digital. Quando, então, solicitado que desse suas digitais para acessar o celular, o ex-ministro de Temer recusou.

A atitude, documentada em inquérito, contradiz com a afirmação de sua defesa, que prometeu por escrito ao Superior Tribunal Federal (STF) que iria colaborar com as investigações. E não teria nada a esconder. Na época, colocou o seu sigilo bancário e fiscal à disposição e ofereceu seu passaporte.

Ele também se comprometeu a não realizar transações bancárias com valores acima de R$30 mil, avisando quando tivesse que movimentar quantias de dinheiro maiores que o limite previamente combinado. Considerando o bunker em Salvador com mais de R$51 mi encontrado pela PF esta semana, a boa vontade se torna questionável.

Digitais encontradas no bunker[ads1]

Apesar de se recusar a oferecer as digitais para desbloquear seu Iphone, Geddel foi pego por elas em outra investigação: a do bunker. As impressões do político e as de uma pessoa ligada a ele foram encontradas durante a fase de busca e apreensão da operação Tesouro Perdido.

A investigação é um desdobramento da operação Cui Bono, que averigua fraudes na liberação e no empréstimo de recursos da Caixa Econômica Federal. Geddel Vieira Lima foi vice-presidente do núcleo de Pessoa Jurídica da instituição, entre 2011 e 2013.

O pedido de busca e apreensão foi feito pela PF graças a uma denúncia que sinalizava que um prédio em Salvador seria usado para guardar documentos. O apartamento, de número 202, foi emprestado pelo empresário Sílvio Antônio Cabral da Silveira.

De acordo com Silvio, em depoimento, Geddel Vieira Lima teria solicitado o espaço para guardar os pertences antigos do pai, o ex-deputado Afrísio Vieira Lima, que faleceu em 2016. O imóvel foi cedido sem contrato de aluguel.

Os valores encontrados, em notas de reais e dólares, surpreenderam a polícia, que esperava encontrar por volta de R$15 milhões. Foram necessárias sete máquinas e quatorze horas para contabilizar a quantia, já considerada a maior apreensão de dinheiro vivo na história do Brasil. O dinheiro será depositado em uma conta judicial.

A polícia espera fazer novas diligências durante a semana. O relatório da PF, entregue na última quarta-feira (06) foi encaminhado pra o Ministério Público Federal.

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