Doria e Alckmin falam de unidade

Doria e Alckmin falam de unidade, mas mantém silêncio em convenção do PSDB

Pré-candidatos do PSDB para a presidência, João Dória e Geraldo Alckmin minimizaram a suposta rivalidade durante a convenção do partido em São Paulo neste domingo (29). Em ambos os comentários, feitos em um vídeo gravado com o vice-prefeito, Bruno Covas, eles falaram sobre a importância da união interna.

Atual prefeito de São Paulo, Doria disse que cidade e estado estão unidos em prol do partido. “O PSDB unido vai marchar na cidade, no Estado e no Brasil para defender os brasileiros, o emprego e o desenvolvimento econômico. E nisso o governador Geraldo Alckmin e eu estaremos unidos ao lado de todos do PSDB”, afirmou.

O governador arrematou as ideias de Doria e ressaltou que irão buscar um entendimento e manter a união. “Temos grandes desafios e reformas para retomar o crescimento. O que interessa é emprego, renda e qualidade de vida para a população”.

As imagens foram gravadas na garagem da Câmara Municipal pouco antes de deixarem a convenção. Durante o evento, eles não deram declarações aos jornalistas ou fizeram discursos, o que frustrou parte da militância do PSDB. O silêncio também foi marcante entre o senador José Serra e o ministro das Relações Exteriores, Aloizio Nunes Ferreira, que também estavam no local.

Pesquisas empatam Doria e Alckmin com Luciano Huck[ads1]

Em última pesquisa do IBOPE, divulgada hoje, Dória e Alckmin têm intenções de votos similares às do candidato Ciro Gomes (PDT), que variam entre 3% e 5%. A surpresa do momento, no entanto, foi a inclusão do apresentador da TV Globo, Luciano Huck, no questionário. Ele estaria no mesmo patamar de concorrência que os pré-candidatos do PSDB.

A situação está complicada para o partido, pois, se as eleições fossem hoje, nenhum dos dois pré-candidatos chegaria sequer à terceira colocação no interesse dos eleitores. Liderando as intenções está Lula, que mesmo enfrentando investigações da Polícia Federal, levaria surpreendentes 35% dos votos e se tornaria presidente mais uma vez.

Em segundo lugar vem o deputado Jair Bolsonaro (PSC), com a preferência de 15% dos respondentes. Bolsonaro vem conquistando o interesse de grande parte da população conservadora que busca uma alternativa aos partidos tradicionais.

Logo após Bolsonaro, ocupando a terceira colocação, surge a candidata da Rede, Marina Silva, com intenções de voto que flutuam entre 8% e 11%. A margem de erro dos resultados é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outro estudo, realizado pela Paraná Pesquisas no início do mês, consolida Bolsonaro como o líder nas intenções de voto do eleitor caso Lula tenha a sua candidatura indeferida por condenação da Polícia Federal. O político da direita lidera todas as simulações diferentes que não consideram o petista.

No entanto, em uma candidatura sem Lula, Marina Silva ganharia força, ficando a apenas cinco pontos percentuais atrás do líder. Doria e Alckmin, que continuariam nas colocações do “segundo grupo”, também foram alvo das pesquisas. Em uma simulação com o prefeito de São Paulo, o PSDB teria 13,5% das intenções de voto. No caso do governador, as intenções girariam em torno de apenas 9,7%.[ads2]

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