Cunha tem cinco dias para se defender

Presidente da Câmara afastado é acusado de receber propina em contratos da Petrobras

Cunha tem cinco dias para se defender Presidente da Câmara afastado é acusado de receber propina em contratos da Petrobras

Cunha tem cinco dias para se defender
Presidente da Câmara afastado é acusado de receber propina em contratos da Petrobras

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (09/06) que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está afastado, deve apresentar uma defesa em até cinco dias. Há uma ação penal contra o peemedebista, que é acusado de ter participado de desvio de verba da Petrobras. A determinação foi do ministro Teori Zavascki, relator do caso.

Desde março, o STF decidiu entrar com uma ação contra Cunha. O deputado está respondendo por dois crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Há indícios de que ele teria recebido, no mínimo, US$ 5 milhões. Esse valor seria referente a propina oriunda de desvios de contrato da Petrobras na África.

Tempo vale a partir do recebimento da notificação –

Como a ação foi oficialmente instaurada esse mês, o peemedebista terá que se manifestar nos próximos dias para dar prosseguimento ao processo. Embora o ministro Zavascki tenha assinado o pedido nesta quinta, o prazo de cinco dias começa a valer a partir da data em que Cunha for notificado. E, de acordo com a assessoria de imprensa do deputado, ele ainda não recebeu essa comunicação.

O STF havia decidido, no dia 5 de maio, pela suspensão do mandato de Cunha e, por conseguinte, o deputado foi afastado da presidência da Câmara Federal. A justificativa da Corte para essa decisão foi que o peemedebista estaria fazendo uso de seu cargo para dificultar as investigações contra ele.

Zavascki vê evidências de propina no processo de Cunha –

O ministro Teori Zavascki aceitou, em março, a denúncia contra Cunha. Para o relator, existem indícios de que o deputado tenha aderido à “engrenagem espúria de Nestor Cerveró [diretor da Petrobras]”, no esquema de corrupção que atingiu a estatal.

Eu seu discurso, o relator expõe seus motivos. De acordo com dados delação, Cunha teria sido procurado por Fernando Baiano, um dos operadores do esquema da Petrobras. Com isso, o deputado teria aceitado a propina para os diretores da estatal.

As evidências revelam que tenha Cunha teria recebido, pelo menos, US$ 5 milhões entre os anos de 2006 e 2012. Isso é o que acusa a Procuradoria Geral da República (PGR). Esse dinheiro teria sido negociado como forma de agilizar a contratação de navios-sonda por parte da Petrobras.

O responsável pela construção desses instrumentos era o estaleiro Samsung Heavy Industries, da Coreia do Sul. E eles iriam operar tanto no Golfo do México quanto na África.

Cunha já havia se defendido

Os responsáveis pela defesa do peemedebista afirmaram anteriormente que o delator Júlio Camargo, que havia citado Cunha nos seus depoimentos, teria mentido devido à pressão que a PGR fez em cima dele. De acordo com os advogados, o lobista Fernando Baiano teria pedido a propina por conta própria. No entanto, ele mencionaria Cunha apenas para que a cobrança tivesse mais força.

Mulher de Cunha também é denunciada

Essa não foi a única notícia envolvendo Cunha nesta quinta-feira (09/06). Uma denúncia contra a esposa do deputado, Cláudia Cordeiro Cruz, foi aceita pelo juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato. Cruz teria sido favorecida por meio de contas bancárias na Suíça. Assim, ela seria a destinatária de um valor em torno de US$ 1,5 milhão que era destinado a seu marido ilegalmente.

 

 

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