Eduardo Cunha aciona STF contra Jean Wyllys

Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aciona STF contra Dep. Jean Wyllys (PSOL-RJ)

 

A ação no Supremo Tribunal Federal (STF) alega que houve calúnia, difamação e injúria por parte do parlamentar pesolista.

A ação por Cunha no Supremo Tribunal Federal (STF) alega que houve calúnia, difamação e injúria por parte do parlamentar pesolista.

Ação se deve à declaração de que o presidente da Câmara seria “ladrão”
Afastado da presidência da Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deu entrada em uma queixa-crime contra o seu colega de trabalho, o também deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) na última sexta-feira (27/05).
A ação no Supremo Tribunal Federal (STF) alega que houve calúnia, difamação e injúria por parte do parlamentar pesolista. O caso teria acontecido durante a sessão de votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que também está afastada.

Wyllys chamou Cunha de ladrão

Ao ser chamado de ladrão durante a sessão plenária do dia 17 de abril, Cunha teria tido sua honra atingida. Portanto, seria configurado como crime por parte de Wyllys. A declaração foi feita durante sua justificativa pelo voto contra o processo de impedimento do mandato presidencial.
Isso aconteceu ao vivo e foi transmitido em diversos canais de TV. E é possível ainda encontrar na Internet o discurso de Wyllys, quando ele diz estar constrangido por participar de uma “farsa sexista”. Como afirmou o deputado:
“Uma eleição indireta, conduzida por um ladrão, urgida por um traidor, conspirador, apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos”, soltou Wyllys durante a votação.

Cunha alega que Wyllys agiu premeditadamente

Segundo a defesa de Cunha, o deputado do PSOL teria agido premeditadamente com o intuito de “levantar dúvida quanto à regularidade das suas condutas”, como afirma. E, para isso, o momento escolhido foi aquele em que havia diversas emissoras registrando. Assim, poderia ter mais atenção às ofensas ditas contra o então presidente da Câmara.
Os advogados alegam ainda que Wyllys sabia não ter ocorrido crime por parte de Cunha. Por isso, ao chamá-lo de “conspirador, vendido” e dizer que o peemedebista estaria conduzindo uma eleição indireta, estaria difundindo uma ideia errônea de que estaria praticando um ‘golpe, como indica a defesa.

No mesmo dia, Wyllys cuspiu em Bolsonaro

A conduta do deputado do PSOL nessa mesma data não foi das mais profissionais. Além dos insultos a Cunha, alguns defensores do peemedebista mencionaram também o cuspe que Wyllys proferiu contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O caso aconteceu após sua votação contra o impeachment de Dilma.
A assessoria do deputado do PSOL afirma, em nota, que a ação no STF seria uma nova manobra de Cunha para fazer com que as denúncias sejam interrompidas. A nota indica ainda que o que foi dito não era nenhuma mentira.
Assim, suas alegações foram baseadas na investigação que está sendo feita contra o peemedebista por meio da Operação Lava Jato. Wyllys diz ainda não irá ficar calado. Nem tampouco irá permitir que Cunha o intimide ou ameace.
O comunicado encerra apontando que o pesolista “continuará denunciando o golpe e defendendo a democracia como tem feito até agora”.

Outros deputados criticaram Cunha naquela ocasião

Diversos adversários de Cunha criticaram o presidente afastado da Câmara durante a votação do dia 17 de abril. Naquela data, o peemedebista havia anunciado que tomaria as medidas cabíveis para poder se defender. Até o momento, no entanto, a ação contra Wyllys foi a única que chegou ao STF. E o processo terá relatoria do ministro Gilmar Mendes.

“Embora vários parlamentares tenham manifestado inconformismo ou irresignação com a condução da votação do impeachment da então presidente da República, inclusive dirigindo críticas ao ofendido (Cunha), este somente cuidou de propor ação penal contra quem tenha o feito de maneira verdadeiramente ofensiva”, justifica a defesa do peemedebista.

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