Novo governo cortará mais de 4 mil cargos

Medida ajudará a reduzir gastos públicos

As duas medidas fazem parte de uma estratégia para redução dos gastos públicos.

Diversas mudanças estruturais já estão sendo feitas no governo do presidente interino, Michel Temer. Além da redução dos ministérios de 32 para 23, um dos principais anúncios desse novo governante foi o corte de mais de 4 mil cargos de confiança, que será feito até o fim do ano. As duas medidas fazem parte de uma estratégia para redução dos gastos públicos.
No primeiro dia do mandato de Temer, o novo governo já está articulando essas exonerações. No entanto, ainda não se sabe em números qual será a economia gerada.
Em entrevista nesta sexta-feira (12/05), o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, reforçou a redução, mas lembrou que isso não se aplica a todos os cargos.
– A meta é a redução de 4 mil postos. E o corte será em cargos de confiança, funções gratificadas e outros tipos de contratações”, argumentou o novo ministro.

Demissões gerarão economia

Como apontou Jucá, os funcionários estatuários manterão seu direito garantido por lei. Eles continuarão exercendo os cargos que conquistaram pelo acesso de concurso público.
Já os demais nomeados poderão ser contabilizados na contenção de despesa. Para Jucá, as demissões irão gerar economia. No entanto, é difícil quantificar esses valores. São vários os cargos ocupados pelos servidores. Cada um deles tem salários e contratos de trabalho diferentes.

Estrutura ministerial mais enxuta

Outra marca do novo governo é a reestruturação ministerial. Algumas pastas já foram encerradas ou mescladas a outras já existentes. Mas ainda devem ter mais mudanças, pelo que afirmou o ministro do Planejamento, Romero Jucá.
Dentro do modelo de trabalho do governo interino, há projetos para serem colocados em prática em curto, médio ou longo prazo. O grupo se adiantou e decidiu se preparar para o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff, daqui a 180 dias.

Apoio do Congresso Nacional

A composição dos novos ministérios foi feita a partir de consulta aos partidos que votaram pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff. Com isso, o governo de Temer espera não encontrar dificuldades para aprovar algumas medidas no Congresso Nacional.
Os cortes de cargos de confiança, dessa forma, devem ter apoio tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal. E essa foi uma das razões para que a escolha dos ministros de pastas importantes como Educação e Saúde fosse de opositores do PT.
Além disso, a maioria dos novos ministros faz parte do grupo que compõe os dois terços que aprovaram a abertura do processo de impeachment. Com essas alianças firmadas, fica bem mais fácil de conseguir emplacar propostas.

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