Convenção do PSDB paulista tem gritos de “Fora Aécio”

Evento do partido contou com gritos de “Fora Aécio” e críticas de tucanos contra o mineiro

Foto: Dida Sampaio/Estadão

A convenção do PSDB paulista, neste último domingo (12), contou com gritos de “Fora Aécio” no plenário e nos corredores da Assembleia Legislativa de SP. Além disso, o senador mineiro recebeu fortes críticas de tucanos e nomes importantes da sigla.

Os protestos vieram em um momento conturbado devido ao desgaste causado pelas denúncias ao senador. O “Fora Aécio” na convenção partiu de militantes e de políticos da legenda. “O estrago feito por ele ao partido foi grande demais. Aécio não está ajudando em nada. Ele deveria colocar o pijama e voltar para a casa dele”, disse o presidente do PSDB-SP e deputado estadual Pedro Tobias.[ads1]

“Aécio deve se afastar do PSDB para não contaminar outros membros do partido”, disse o Secretário de Desenvolvimento Social de Alckmin, deputado Floriano Pesaro.

Ex-presidente da sigla na capital paulista, o vereador Mário Covas Neto confessou que cogitou deixar a legenda devido aos últimos episódios. “Aécio deitou e rolou na convenção do PSDB de Minas Gerais. Ele continua falando em nome do partido. Não percebe o mal que fez”, afirmou.

recentes atritos

Além das denúncias, o “Fora Aécio” também vem devido a atritos que o mineiro tem causado dentro do partido. Na semana passada, senador havia destituído da presidência interina o senador Tasso Jereissati (CE), manobra que causou espanto e revolta entre os tucanos.

Dias depois, na convenção mineira do PSDB, Aécio criticou integrantes do partido que fazem oposição ao governo Temer. “Não vejo os cabeças pretas defenderem as reformas com o mesmo ímpeto que defendem a saída do governo. Boa parte desta discussão é uma desculpa para não votar a agenda de reformas”, disse.

“Vamos sair do governo pela porta da frente, da mesma forma que entramos”, disse o senador em outra alfinetada aos seus companheiros no Congresso.

tentativa de pacificação[ads2]

Apesar das rusgas no partido, a mensagem que queria se passar na convenção paulista era de pacificação. Segundo o governador Geraldo Alckmin, o momento era de “união e unidade”.

Ao menos na ala paulista tucana, a unanimidade parece apontar para o govenador como presidenciável para 2018. Segundo fontes internas, a recente disputa entre Dória e ele ficou no passado, com o prefeito recuando na briga.

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