Contratações da União em 2017 foram superiores às demissões

Servidores tem custado mais para as contratações da União em 2017 que foram superior às demissões

Apesar de anunciar contenção de despesas e programa de demissão voluntária, Governo tem aumentado o número de servidores[ads1]

Com um déficit orçamentário que ultrapassa os R$159 bilhões, o governo brasileiro tem anunciado algumas medidas de corte de gastos. Uma delas foi o Programa de Demissão Voluntária (PDV), que deve contar com a adesão de 5 mil servidores.

No entanto, controversamente, as contratações da União foram de mais de 7 mil funcionários públicos nos primeiros sete meses de 2017. Os dados são Ministério do Planejamento, que afirma não haver nenhuma incoerência.

O Painel Estatístico de Pessoal (PEP) aponta que, em janeiro, havia 581 mil servidores no governo federal. Hoje, esse número já ultrapassa os 588 mil. Ou seja: houve um aumento de 1,2% ou 7 mil funcionários.

Isso não seria um problema se o governo não tivesse anunciado um corte de 4 mil cargos comissionados nos últimos 12 meses como medida de contenção de despesas. A economia alegada com esses desligamentos teria sido de R$ 202 milhões ao ano.

Servidores têm custado mais para União[ads1]

A cada ano, a União tem gastado mais com os servidores proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB). Por exemplo, em 2014, foram gastos R$ 222 bilhões, o equivalente a 3,8% do PIB. Já em 2016, esse valor pulou para R$ 257 bilhões ou 4,1% do PIB.

Embora tenha havido um aumento proporcional, o Ministério do Planejamento atribui essa diferença à recessão econômica. Com isso, o PIB acabou sendo reduzido nos últimos anos, o que fez com que as despesas com pessoal tivessem maior peso.

Concursos seriam justificativa

Ao portal G1, o Ministério do Planejamento afirmou que o motivo para esse aumento seriam as contratações de concursos públicos anteriores. Portanto, o órgão diz que não haveria controvérsia em relação ao ajuste fiscal anunciado.

Os porta-vozes do governo ainda ressaltaram a suspensão de novos concursos para conter gastos. A maioria das contratações da União foi de médicos residentes, agentes para censo do IBGE e professores temporários, conforme explicam.

Além disso, o chamado Programa de Demissão Voluntária (PDV) ajudaria a economizar em torno de R$ 1 bilhão por ano para União. Um incentivo para quem aderir à medida é o pagamento de indenização correspondente a 1,25 do salário mensal por cada ano trabalhado.

Ou seja: se o funcionário trabalhou por 10 anos para o governo federal com salário de R$2 mil, poderá receber em torno de R$25 mil. Isso vai ajudar a fazer com que as contas públicas se ajustem.

 

Outras medidas de corte de gastos[ads2]

A jornada de trabalho reduzida é mais uma das estratégias do governo para corte de gastos. Assim, quem optar por ter uma carga horária menor vai ter um corte proporcional no salário.

Dentro do pacote de medidas da União também há um incentivo para que servidores optem pela licença não remunerada. Isso tudo vai ajudar a reduzir os gastos com servidores.

Apesar do aumento de contratações da União, as demais ações são:

  • Teto salarial inferior aos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
  • Mudanças no plano de carreira de servidores federais;
  • Cobrança maior de contribuição previdenciária, passando de 11% para 14%;
  • Demora de mais 12 meses para reajustar os salários dos servidores;
  • Eliminar 60 mil cargos obsoletos, como publicamos na semana passada.

 

Gastos públicos recebe atenção do Governo que eliminar 60 mil cargos[ads2]

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