Congresso avalia rombo nas contas públicas de R$159 Bilhões

Congresso avalia rombo nas contas públicas de R$159 bilhões para 2017 e 2018

 O rombo nas contas públicas pode ficar ainda maior. É o que prevê a equipe econômica do governo federal, que encaminhou ao Congresso Nacional, na última quinta-feira (17/08) uma proposta de revisão de metas fiscais para este ano e o próximo.

Agora, os parlamentares vão avaliar se aumentam para R$159 Bilhões o déficit orçamentário de 2017  o rombo inicial era de R$ 139 bilhões para  2017 e  R$ 129 bilhões para 2018. [ads1]

Essa já é a décima vez que o Poder Executivo faz uma revisão mais alta do prejuízo para os cofres públicos. Nessa conta, entra a verba para o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social.

O Congresso tem até o fim do ano para aprovar as contas referentes a 2017. E essa análise será feita, primeiramente, pela equipe técnica da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, irá para votação em plenário, quando poderão participar todos os deputados federais.

Justificativa do governo é a queda da arrecadação

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, atribui esse aumento, durante o anúncio da revisão das metas fiscais, à queda na arrecadação. Os índices inflacionários mais baixos também foram considerados outro vilão.[ads2]

Com isso, o Tesouro passará a coletar R$ 19 bilhões a menos que o previsto, o que intensificou o rombo. Além disso, a equipe econômica previa fechar 2020 com um superávit de R$23,2billhões. Mas a estimativa passou para um rombo de R$51,8 bilhões daqui a três anos.

Se isso se confirmar, o Brasil terá sete anos consecutivos de defícits públicos, já que os dados negativos vêm desde 2014. A situação só melhoraria em 2021, conforme calcula o governo federal.

Teto salarial para cargos públicos

Uma medida que vem sendo feita para reduzir custos e aumentar a arrecadação foram em relação aos servidores. O reajuste salarial dos funcionários públicos será adiado e haverá um teto para esses trabalhadores.

A equipe econômica do governo lamenta ter que elevar a meta, mas essa era uma opção melhor do que o aumento da carga tributária. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, afirmou que o Congresso não pode ser irresponsável de deixar aposentados e servidores sem salários.

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Aumento do rombo nas contas teve repercussão controversa

Assim que houve o anúncio do aumento do rombo das contas públicas e da revisão das metas fiscais, parlamentares se manifestaram. Os que são aliados ao presidente Temer acreditaram que o governo agiu corretamente, enquanto que os opositores criticaram a proposta.

Para o deputado Beto Mansur (PRB-SP), o governo mandou o recado de que faz as contas certas e de que está preparado para tomar as devidas medidas, como afirma o parlamentar. Já o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), acredita que o erro dessa equipe foi liberar emendas e perdoar dívidas mesmo sabendo da situação difícil dos cofres públicos.

Nos próximos meses, o Congresso Nacional vai analisar as contas enviadas pelo governo, sob a relatoria do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). O resultado referente a 2017 deve sair até dezembro deste ano.

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