Zika Vírus pode se tornar aliado no combate ao câncer

Zika Vírus pode se tornar aliado no combate ao câncer

O temido zika vírus , agora pode se tornar forte aliado no combate ao glioblastoma, conhecido como câncer cerebral que leva um paciente a morte em até um ano após o diagnóstico. A informação foi divulgada por pesquisadores da Universidade de Washington nesta terça-feira (5).

O grupo de pesquisadores chegou a conclusão após identificar a preferência do zika por neurônios e como sua atuação provoca anomalia nas crianças a probabilidade dele destruir um tumor no cérebro foi considerada bastante positiva, haja vista que os efeitos do vírus em adultos não são tão graves quanto nos pequenos.[ads2]

 

Baseado nesta hipótese foi que estes pesquisadores iniciaram estudos para combater o glioblastoma. Atualmente o tratamento da doença é feito por meio de radioterapia e quimioterapia. Mesmo que seja incorporado o tratamento com células troncos, o tumor é capaz de voltar em apenas meses após o tratamento.

Desta forma ao analisar a ação do vírus zika, estes cientistas viram que ele poderia ser usado para atuar de forma específica no tumor cerebral, desde que seja aplicado diretamente no local.

A hipótese foi testada em 33 camundongos que forma divididos em dois grupos sendo 18 deles infectados com, o vírus zika e os demais receberam uma solução sem vírus. Todos tiveram as injeções aplicadas diretamente no tumor.

O grupo que recebeu a solução com zika vírus apresentou diminuição no crescimento do tumor e os ratos tiveram sua vida útil prolongada. Novos testes foram aplicados em camundongos, só que desta vez com um cepa com maior sensibilidade aos sistema de imunidade e mesmo assim essa cepa foi capaz de atingir de forma positiva as células-tronco do glioblastoma.[ads1]

A descoberta é considerada um importante avanço no tratamento da doença, principalmente porque mesmo com uma dosagem mais fraca o resultado foi positivo, considerando a hipótese de que os adultos sofrem menos com os efeitos do zika.

Os cientistas justificam que por conta dessa resistência maior em paciente adultos o tratamento possa ser adotado no combate a esse tipo de câncer.

Passada a etapa de testes com os ratos pesquisadores iniciam estudos para que a solução seja testada em humanos, mas uma coisa já é certa a aplicação não pode ser feita em qualquer outro local que não seja no próprio tumor, seja em humanos ou em camundongos.[ads2]

Deixe um comentário