Eduardo Cunha, será julgada até junho

Cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, será julgada até junho

Cunha foi unânime no julgamento do STF

Afastado da presidência da Câmara Federal desde a última quarta-feira (04/05), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) poderá perder o mandato até junho. Sua saída temporária foi uma forma de punição do Supremo Tribunal Federal (STF) devido à sua tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.  Até a última semana, o processo por quebra de decoro parlamentar caminhava muito lentamente no Conselho de Ética da Casa.

 

Essa mudança repentina sinaliza que a cassação do mandato de Cunha está mais próxima do que se imaginava. Desde dezembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia enviado ao STF um pedido para retirar o deputado do comando da Câmara.

 

No entanto, o ministro Teori Zawascki esteve, nos últimos meses, dedicado a ouvir as explicações de todas as partes envolvidas. Em março, a Corte do STF decidiu acatar a denúncia contra o peemedebista pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de acordo com as investigações da Operação Lava Jato.

 

Saída temporária de Cunha foi unânime no julgamento do STF

Durante o julgamento do afastamento de Cunha como forma de punição, os ministros do STF foram unânimes. Todos os 11 magistrados do órgão votaram favoráveis a essa saída como resposta à liminar de Teori Zavascki.

 

O documento aponta indícios de que o deputado esteja usando sua influência como presidente da Câmara para bloquear a Lava Jato e retardar a análise da cassação de seu mandato no Conselho de Ética.

 

Existem diversas evidências de que Cunha tenha abusado de seu cargo para a cobrança de propina da Petrobras. Além disso, as outras denúncias incluem o uso de parlamentares aliados para fazer chantagem, de forma a obter vantagens diversas. Também aparenta ter mantido dinheiro ilegalmente em contas na Suíça.

 

Trabalhos acelerados no Conselho de Ética

Com a saída do peemedebista, os trabalhos dos conselheiros devem ficar mais acelerados. A expectativa é que essa avaliação acelere. Assim, até o dia 22 de junho, se não houver nenhum imprevisto, Cunha deve ser julgado pelo plenário da Câmara. E tudo leva a crer que perderá, sim, seu mandato.

 

O relator do processo contra Cunha, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), já anunciou que deve entregar seu parecer ainda em maio. O prazo para essa apresentação era dia 3 de junho, mas o parlamentar decidiu antecipar o processo, que já é um dos mais demorados da história da Casa.

 

Mudanças no posicionamento

Agora que Cunha não está mais como presidente da Câmara, muitos deputados que apoiavam o peemedebista acabaram mudando de lado. Isso leva a crer que haverá mais parlamentares favoráveis à cassação de seu mandato do que o previsto inicialmente.

Diversos grupos avaliam que o momento político enfrentado por Cunha é bastante delicados. Além disso, será possível perceber quem se mantém fiel ao peemedebista esta semana, quando serão ouvidos os depoimentos de testemunhas de defesa.

 

O cronograma do conselho inclui ainda ouvir essas testemunhas, além do próprio Cunha, que, até o momento, ainda não se manifestou sobre o caso. Essa fase termina no dia 19 de maio. Depois disso, haverá um prazo de dez dias para a apresentação do relatório final. E só aí que saberemos que fim deve levar essa história.

 

 

 

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