Até quando vai a crise?

Até quando vai a crise?

Até quando vai a crise

Tudo o que ouvimos de notícias atualmente passa por uma  palavra que nos deixa preocupados: crise. Fala-se de crise    nos telejornais, nas redes sociais, nas publicações a internet,  na rua, nas esquinas, nos bares. O que o Banco Central prevê é que tenhamos um 2015 com  PIB negativo e uma inflação acima da meta, com um índice  de desemprego aumentando a cada dia.

Tudo isso acontece por um só motivo: o que percebemos é  que o país está sem uma direção, sem um leme, com decisões   que não são tomadas e com a arrogância de um partido que  quer manter-se a todo custo no poder, sem pensar nas consequências sérias de suas decisões.

Mas o Brasil não é um país para ficar na crise por muito tempo. Já tivemos lições na história sobre crise, já passamos por momentos em que havia muito mais desemprego e quando a inflação chegou aos incríveis 80% por mês, sem que isso tivesse quebrado o país.

Esta, certamente, não é uma crise como as outras: ela está embasada em problemas mais sérios do que os anteriores, principalmente da época do Governo Sarney, que herdou um país atolado em dívidas por falta de administração na época da ditadura militar.

Esta crise é fruto de algo que podemos controlar, que podemos mudar e que devemos mudar: a corrupção deslavada, a situação precária do poder constituído, a falta de poder decisório, a barganha por cargos de primeiro e segundo escalão e a inevitável corrupção que percorre toda a espinha dorsal brasileira são os motivos que nos levaram à crise.

E não podemos baixar a cabeça: a crise é o momento em que devemos aproveitar as oportunidades e lutar pela regularização de todas as situações que nos infernizam a vida. Esta crise é o momento para mudarmos a nossa consciência com relação ao poder público, tomando as rédeas da nação de outra forma: é a hora de pensarmos em quem irá direcionar os rumos do país.

Não, não é para pensar que ainda é cedo para isso. O que estamos vendo e percebendo é que o partido que detém o poder não quer largar o osso. Não podemos negar essa situação. Encontros secretos, conchavos e acordos são feitos para que haja a permanência no poder.

A hora da crise, portanto, é a hora da mudança.

Temos inúmeras vantagens com relação às crises anteriores: além de sabermos suas causas, podemos ter sempre ao nosso lado uma imprensa que ainda é livre, e que assim deve permanecer, desvendando os meandros da política desonesta que é praticada sob os olhos de todos os brasileiros.

E, com essa arma nas mãos, o conhecimento, podemos reestruturar esse país, trazendo ao poder público o sentido primário que deve ter: os funcionários públicos, os políticos, os mandatários, só estão lá porque neles nós votamos, são os escolhidos por uma população que foi mais uma vez iludida.

Que isso nos sirva de lição: quando aprendermos a votar, estaremos livres dos erros de pessoas que querem manter o poder nas mãos. Quando escolhermos os governantes como devemos, podemos nos sentir num país livre, democrático e com um grande destino no seu futuro.

Não nos serve hoje reclamar da crise: é preciso lutar contra ela, deixando de lado os desmandos governamentais e a falta de direção que o governo está tendo nesse momento crucial. Devemos nos importar com o governo quando estivermos conhecendo a situação que cada um irá enfrentar pelos seus erros, e devemos cobrar que esses erros sejam sanados.

Não nascemos para crise. O país é rico, nossa história é pródiga, as pessoas são lutadoras e buscam sempre novas soluções para sobreviver. Se precisarmos tirar do poder quem está levando o país para a crise, é preciso tirar do poder. Se precisarmos lutar pelos nossos direitos, devemos fazer isso.

O que não podemos é nos arrast