Aeronautas ameaçam paralisação na véspera do feriado

 

 

Greve seria uma forma de manifestação contra as reformas da previdência e trabalhista

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Os comissários de bordo e pilotos ameaçam realizar uma paralisação na próxima sexta-feira (28), véspera do feriado de 1 de maio, como uma forma de apoio ao movimento contra as reformas da previdência e trabalhista.

 

De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas, a decisão foi tomada em assembléia, realizada nesta segunda-feira (24), com mais de 1000 funcionários do setor, mas a informação decisiva deve ser dada após a próxima assembléia marcada para quinta-feira (27).

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Adriano Castanho, presidente do sindicato, afirmou que alguns pontos da reforma trabalhista atingem diretamente os empregados do seguimento aéreo.

Para ele a paralisação é uma forma de conseguir um texto que atenda melhor os direitos da categoria.

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Entre os pontos de preocupação apontados pelo sindicato dos aeronautas está o trecho que prevê a finalização da lei específica para trabalhadores com carga horário de 12 X36 (12 horas trabalhadas por 36h de descanso), o que afetaria a classe.

 

Castanho alega que existem vôos internacionais que têm mais de 12 horas, por isso acredita que será necessário rever o texto da reforma trabalhista.

Outro ponto avaliado seria o fato de poder dar demissões por justa causa, quando o profissional não tiver habilitado ou devidamente certificado para exercer a função. Para Adriano essa é uma preocupação grande já que os pilotos precisam refazer os testes de avaliação pra renovar os certificados a cada seis meses e isso poderia desencadear um alto número de demissões por justa causa.

Além dos pontos da reforma trabalhista, os aeronautas buscam também reivindicar a questão da reforma da previdência, onde há exigência de 65 anos para aposentadoria integral. Eles reclamam que para isso seriam necessários 49 anos de carreira, porém com um piloto só pode fazer vôo internacional com idade menor que 65 anos.

A categoria pretende que esse ponto seja revisto, porém o governo já estuda possibilidade de flexibilização no texto.

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